Acta FIP México 2005

RELATÓRIO: MÉXICO/2005

 

                        V Congresso Ibero-americano de Psicodrama

 

 

                                                                       Sergio Perazzo

 

 

                        Como representante da FEBRAP junto ao V Congresso Ibero-americano de Psicodrama, passo a relatar as resoluções tomadas na reunião do Foro dos Congressos Ibero-americanos, realizada no dia 8 de maio de 2005 na cidade do México.

 

 

  1. Em nome da FEBRAP (Brasil) levei diversas sugestões e propostas que foram aceitas por unanimidade pelo foro (assinalarei na seqüência a sua listagem).

 

  1. Estavam presentes nesta reunião do foro: Jaime Winkler(presidente do congresso e do foro), Maria Carmen Bello, Amin Caram, Alfonso Reséndiz e Carolina Rodriguez, todos da Comissão Organizadora, pela Escuela Mexicana de Psicodrama y Sociometría (México); Margarida Couto, pela Sociedade Portuguesa de Sicodrama (Portugal); Maria Angeles Egido e Ernesto Fonseca Farbegás, pela Asociación Española de Psicodrama (Espanha); Liliana Fasano, pela Sociedad Argentina de Psicodrama (Argentina); e Sergio Perazzo, pela Federação Brasileira de Psicodrama (Brasil).

 

  1. Em Salamanca, em 1997, foi decidido na primeira reunião do foro, que os congressos ibero-americanos e o próprio foro, que se reuniria a cada 2 anos, por ocasião da realização dos congressos ibero-americanos, seriam o menos burocratizados possíveis e que não haveria regulamentos e normas redigidas, apenas resoluções gerais registradas em ata para conhecimento das gerações futuras dos psicodramatistas ibero-americanos e de seus representantes. A finalidade do foro é apenas a de discutir questões ligadas à organização dos nossos congressos. Em Portugal, em 2001, foi pedido na reunião do foro que se adotasse um livro de atas que passasse de presidente para presidente. Nesta reunião do México constatou-se que este livro de atas não foi localizado. Não se sabe se não foi feito ou se extraviou por alguma razão. Por isto, pedi, e foi aceito por unanimidade, que este livro fosse feito, já com o registro da reunião do México e que fosse passado à nova presidente do foro, Maria Angeles Egidio, da Espanha (o presidente do foro é sempre o presidente da instituição convocante do próximo congresso, iniciando o seu mandato no fim do congresso anterior e terminando no fim do congresso que organizará – 2 anos de mandato).
  2. Por estas razões, solicitei, e foi aceito por unanimidade, que fossem registradas em ata, em primeiro lugar, resoluções importantes já tomadas em reuniões anteriores do foro. A saber: o espírito não burocratizado do foro, como já comentado acima; o mandato do presidente do foro, como igualmente já comentado; que qualquer profissional ou estudante de qualquer país, da área de saúde ou educação(sentido amplo) pode participar de nossos congressos como congressista, mas que somente psicodramatistas comprovadamente ibero-americanos ou estrangeiros outros radicados comprovadamente em países ibero-americanos podem apresentar trabalhos teóricos ou práticos nos congressos ibero-americanos. Para proteger e privilegiar a nossa produção psicodramática.
  3. Como pode haver mais de uma instituição de um mesmo país representadas no foro, propus que as votações sejam feitas pelos paises e não por instituições. Por que esta proposta? Ora a FEBRAP é considerada uma única instituição, mas representa 50 instituições.Só o Brasil possui uma federação e não pode ser punido pela excelência de sua organização. Há países, como o Chile, por exemplo, que foi admitido agora no foro, que tem 2 instituições pequenas representadas no foro. Nem é justo o Chile ter 2 votos e o Brasil 1 voto, não tem cabimento, nem é justo que o Brasil tenha 50 votos. O foro viraria um foro da vontade brasileira, sempre em maioria. A proposta aceita foi a de que cada país, aos moldes da ONU (China e Suíça têm 1 voto cada, independentemente do tamanho ou população), tenha 1 único voto(que as suas instituições se componham entre si para decidir qual o voto do seu país).
  4. Foram novamente redefinidas as categorias das instituições que fazem parte da organização dos congressos ibero-americanos: instituição convocante e organizadora é a instituição membro do foro encarregada de organizar um congresso ibero-americano(terá de ser uma instituição do foro e do país onde será organizado o congresso); instituições co-convocantes são as demais instituições membros do foro (todas as instituições do foro pagam uma taxa de 1000 dólares a cada 2 anos para ajudar nas despesas iniciais da organização do próximo congresso); instituições co-organizadoras são as instituições não necessariamente de psicodrama, do país sede, que a instituição organizadora convoque para algum tipo de ajuda na organização do congresso( por exemplo, no México uma faculdade de psicologia e uma universidade foram co-organizadoras), geralmente entrando com algum tipo de patrocínio; instituições colaboradoras (não necessariamente psicodramáticas) são aquelas que emprestam seu nome para algum tipo de apoio ou divulgação, sem patrocínio.
  5. Foi rediscutido o critério de admissão de novos membros no foro. As resoluções também foram unânimes. Tendo em vista a possibilidade de pedido de admissão de instituições presididas por profissionais sem formação completa em psicodrama, tendo em vista o desconhecimento que temos do psicodrama no que diz respeito às instituições e à política nos diversos países com sua paz ou brigas internas e também diante da possibilidade de uma instituição membro do foro poder boicotar a admissão de uma outra do seu país por razões políticas, decidimos que qualquer instituição de psicodrama de um país terá que encaminhar sua proposta de admissão através de uma instituição de seu país que já seja membro do foro, com documentação por escrito que especifique o programa de sua instituição e o currículo de seus professores. Esta proposta só pode ser apresentada numa reunião do foro (quem não apresentou proposta no México só pode fazê-lo na Espanha, e assim por diante). Caso a instituição do país em questão, já presente no foro, não concorde com a admissão desta nova proponente de seu país, ela terá de justificar por escrito a sua não concordância na próxima reunião do foro que decidirã a questão. De qualquer maneira, a instituição que teve o seu ingresso vetado tem o direito de ser ouvida pessoalmente pelo foro 2 anos depois, no congresso seguinte. Por exemplo: se uma nova instituição argentina se propõe a membro do foro, a sociedade argentina que já é membro do foro examina o pedido e se concorda com ele, no próximo congresso, em 2007, na Espanha dá o seu parecer e o foro apenas ratifica a decisão argentina. Se a sociedade argentina membro do foro não concordar por alguma razão terá que justificar por escrito para o foro, em 2007, na Espanha, e o foro decidirá pelo ingresso ou não. Se houver algum tipo de veto, a instituição proponente tem o direito de ser ouvida em 2009, no Equador. A intenção é a de não sobrecarregar o foro, regionalizar decisões(até por não conhecermos particularidades de cada país), ao mesmo tempo tentando evitar abusos de poder nas decisões de ingresso ao foro.
  6. Foram aceitos como novos membros do foro 2 instituições chilenas, 1 equatoriana, 1 costa-riquenha e 1 venezuelana de psicodrama.
  7. Foi ratificado o próximo congresso, em 2007, em La Coruña, Espanha. Foi ratificado, a partir de uma proposta escrita dos equatorianos, o congresso de 2009 no Equador. Foi decidido, por causa da maior dificuldade econômica dos latino-americanos e do maior número de países do lado de cá do Atlântico, que a alternância dos congressos, inicialmente 1 por 1 e depois 1 por 2, passa a ser 1 por 3, ou seja, 1 na Península Ibérica e 3 na América Latina. Sendo assim, 2015 volta a ser em Portugal. 2011 provavelmente o Chile e 2013 provavelmente Costa Rica talvez com a colaboração de Cuba. 2011 e 2013 ainda não têm a proposta formal. Qualquer vazio nestes anos será preenchido pelo Brasil, que é o único país com capacidade de organizar um congresso nestes anos se outro país não puder organizar.
  8. Foi reafirmada a taxa de 1000 dólares a ser paga por cada membro do foro para o congresso da Espanha. Foi entregue a Maria Angeles Egido, da Espanha, nova presidente do foro, o saldo em dólares do congresso do México (em envelope fechado, ninguém se lembrou de perguntar o valor total).
  9. Foi recomendado que o congresso ibero-americano de psicodrama aproveitasse o site do México para transformá-lo num site permanente do congresso, o que foi aceito por todos.
  10. Levei a proposta, também aceita por unanimidade, de registrar legalmente o nome Congresso Ibero-americano de Psicodrama. Como uma patente. Uma marca. A atual presidente vai cuidar disso. Por via das dúvidas, no disse-que disse de movimentos de internacionalização do psicodrama, é bom não arriscarmos perder o nome que criamos e estamos mantendo.
  11. Jaime Winkler se referindo à proposta do Aníbal Mezher, no dia anterior, de o presidente se ocupar de telefonar , marcação cerrada, para figuras-chaves do psicodrama nos diversos países para garantir mais presença de nomes importantes e de seus discípulos, nos informou ter feito precisamente isso e muitas vezes e com muitos colegas, que mesmo assim faltaram ao congresso. Alguns, por razões pessoais mais que justificadas, como Antonio Pintado Calvo e Jose Espina Barrio, da Espanha, Bustos, da Argentina e Pio Abreu, de Portugal, por exemplo.
  12. Os espanhóis já nos avisaram (má notícia) que pela estimativa de custos para organizar o congresso eles estão calculando a taxa de inscrição em torno de 300 euros (1200 reais). Imagino que se fizermos uma poupança de 200 reais mensais, em 2 anos pagaremos o pacote completo. É claro que todos reclamamos do preço. Salgado e apimentado.

 

 

Quero ressaltar que o clima da reunião foi harmônico, muito amigável, fraterno e agradável, sendo tudo decidido por unanimidade.

Quero agradecer às diretorias da FEBRAP pela confiança que depositaram em mim. Continuo disponível para ajudar vocês no que for necessário. Um abraço amigo e carinhoso para todos vocês.

 

                                                           Sergio Perazzo